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sábado, 8 de março de 2008

Carla Bruni, a cantora

A revista Carta Capital, na sua edição de número 484, traz resenha do jornalista Pedro Alexandre Sanches sobre os dois discos de Carla Bruni, lançados no Brasil pelo selo ST2.

Carla Bruni é aquela ex-modelo que tem propiciado ao presidente francês, Nicolas Sarkozy, a oportunidade de dar uma de popstar por onde quer que passe.

Ainda não ouvi a “cantora” italiana radicada desde criança na França. Mas se eu tivesse tempo e dinheiro trataria de fazê-lo o quanto antes. Afinal, segundo o crítico da Carta, num dos discos ela “cria melodias para poemas de Yeats, Emily Dickinson e Dorothy Parker”! E mais, diz o jornalista que a belíssima primeira-dama, embora de forma diluída, paga tributo à “nobre linhagem formada por Françoise Hardy, Marianne Faithful, Nico, Joni Mitchell”(!!!).

Quase caí de costas! Como diria a garotada, “as cantoras citadas não são nada fracas”. A alemã Nico, diga-se, ainda tem de interessante o fato de também ter sido uma modelo superbadalada nos anos 1960.

Só de raiva permiti-me ouvir Marianne interpretando “Sister Morphine”, Joni Mitchell com “Help Me” e “Coyotte”, “Tous les Garçons et les filles” com a Françoise e a íntegra dos álbuns Chelsea Girl e Desertshore, de Nico.

Depois dessas, a Sra. Sarkozy vai ter que esperar mais um pouco.

sábado, 26 de janeiro de 2008

Durma bem!

A revista Época da semana que termina trouxe como destaque de capa a sitação de Cuba. Sua manchete principal fazia um interessante jogo de palavras entre o “sonho” socialista e o “pesadelo” da vida real naquele país. Entretanto, em provável ato falho, o editor permitiu que a mesma edição trouxesse, ainda que em letras menores, uma pequena chamada no canto superior esquerdo da capa que apontava o risco de recessão nos Estados Unidos e as suas possíveis conseqüências no Brasil.

A infelicidade da produção da capa deixa bem clara uma coisa: as noites mal dormidas podem ocorrer em qualquer lugar do planeta, seja no "inferno" socialista de Cuba, seja no "paraíso" capitalista do Tio Sam; com uma agravante: no epicentro do capitalismo, e como decorrência da economia altamente globalizada, o mal-estar noturno pode ter efeitos bem mais devastadores do que o “insular” pesadelo cubano; afinal, como bem disse a secretária Condoleezza Rice, "os Estados Unidos continuarão sendo o 'motor' do mundo", e os "motores", como é sabido, costumam falhar de vez em quando. A cegueira ideológica certamente impediu os responsáveis pela revista da Editora Globo de se atentarem a tal sutileza.

Aliás, o hebdomadário deveria antes ter dado chamada principal de capa justamente ao problema do “pesadelo” americano, tendo em vista que era de se esperar a nervosa volatilidade dos mercados mundiais nesta semana. De todo modo, mesmo sem querer, o semanário da Globo conseguiu sair-se melhor do que a concorrente Veja, que, em mais uma de suas intermináveis “bolas fora”, destacou justamente os mais novos milionários do mercado de ações. A revista da Abril não poderia ter escolhido semana pior para fazer tal tipo de capa. Mas já que tocamos no assunto, espera-se, como toda a sinceridade, que os tais milionários tenham terminado a semana pelo menos tão ricos quanto começaram!

E, com exceção de Carta Capital, essas revistas semanais dão um sono... Zzzzzzzzz!!!!