sábado, 23 de maio de 2009

Zé Rodrix (1947-2009)

Muitos se lembram dele como o autor de "Casa no Campo", grande sucesso na voz de Elis Regina. Outros, os bem mais jovens, só o conhecem como criador de jingles publicitários.Mas o cantor e compositor carioca, morto em São Paulo no último dia 22, é mais do que isso: é nome fundamental do rock brasileiro dos anos 1970. Rodrix teve participação avultada no Som Imaginário (uma espécie de "supergrupo" brasileiro daquela década) e no Sá, Rodrix & Guarabyra, expoente do chamado "rock rural".

Abaixo, ouça duas composições de Zé Rodrix: com o Som Imaginário, de 1970, a faixa "Super-God". Na seqüencia, com o Sá, Rodrix & Guarabyra, de 1973, "Hoje Ainda é Dia de Rock". Nas imagens, ilustrações de Carlos Filho e fotos de autor não informado.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Acho que é pela TERCEIRA vez

Já tivemos ocasião de falar na possibilidade de um terceiro mandato para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Tal tema corre solto desde o processo sucessório de 2006, quando se começou a perceber que o presidente poderia se reeleger ainda no primeiro turno; persistiu quando, mesmo tendo que disputar um segundo escrutínio, o presidente demonstrou que sairia consagrado com vitória esmagadora. O assunto, num primeiro momento, só ganhou espaço por conta dos exageros da mídia e da falta de projetos da oposição, com clara intenção de criar uma espécie de terrorismo institucional.

Mas agora o tópico volta à tona graças à ação do deputado Jackson Barreto (PMDB-SE), que coleta assinaturas para colocar em tramitação no Congresso uma proposta de emenda constitucional que permitiria o instituto da segunda reeleição. Parece também fazer parte de tal proposta a possibilidade de um plebiscito ou referendo. O presidente Lula jura que não tem nada a ver com essa história e que já conta com candidato, quer dizer, candidata para 2010.

Situação complicada...

Quando Maquiavel falava da "fortuna" estava querendo se referir às condições concretas com que o governante eventualmente depara, as quais nem sempre dependem de sua vontade. O grande pensador a comparou a um grande rio que, quando enche, provoca estragos. Mas, ponderava ele, no momento de calmaria deve-se se preparar de modo a sofrer o mínimo possível quando sobrevier a cheia.

A maré está a favor de Lula. Se as eleições fossem hoje, e ele pudesse disputar o terceiro mandato, provavelmente ganharia mais quatro anos. Mas "a sorte é mulher", advertia o florentino, como dizendo que há que se cuidar dela.

Imaginemos que se coloque em tramitação a PEC do terceiro mandato. E se ela não for aprovada? Ou, de outro lado, se aprovada no Congresso, mas dependente de um referendo - ou de um plebiscito questionando acerca da sua possibilidade -, a proposta, em quaisquer dos casos, for rechaçada pela população?

Bem, no caso de fracasso da proposta, volta-se ao velho e bom plano Dilma. Simples assim!

É claro que não é tão simples.

A candidatura Dilma vem ganhando musculatura. A proposta de terceiro mandato tem tudo para esvaziá-la com mais virulência do que conseguiria qualquer propaganda maledicente da mídia ou dos grupos de extrema-direita. E, ademais, é improvável que as pessoas acreditassem que o presidente não tem nada a ver com isso, ainda que ele negue reiteradamente que queira ser candidato em 2010.

Neste caso, a principal mensagem seria a de que só se iria de Dilma se o presidente realmente não pudesse disputar mais uma eleição consecutiva. Para o eleitor, seria como se ela tivesse passado de "plano A" para "plano B" num piscar de olhos. Em vez da mulher forte, de idéias firmes e luz própria, ter-se-ia a marionete do Planalto, um quebra-galho ou um tapa-buraco, útil somente no caso da impossibilidade da candidatura daquele que é "insubstituível" nos quadros do Partido dos Trabalhadores.

Este blog gostaria de deixar bem claro que não é, em princípio, contrário à tese de terceiro mandato - não o é nem mesmo da possibilidade de reeleições infinitas. Somos, porém, a favor de medidas que não sejam oportunistas como foi a da reeleição de Fernando Henrique Cardoso. Aceitamos, também em princípio, que um referendo ou plebiscito possa diminuir o tom casuísta de uma mudança constitucional que altere as regras enquanto o jogo está rolando. Mas, voltando, isso só funcionaria se desse 100% certo. Para isso, ter-se-ia que combinar com os russos e deixar o "imponderável da silva" afastado do campo político por uns tempos, o que, por óbvio, é praticamente impossível.

E Dilma, meus amigos, tem muitas chances de levar em 2010 - está aí a recente pesquisa Vox Populi que não nos deixa mentir. Ou será mais acertado dizer que ela "teria"?

Leia também:
Aí tem!
Terceiras intenções

sábado, 16 de maio de 2009

Estou me lixando... para a imprensa!

A imagem do Congresso não anda lá essas coisas – e não é de hoje. Para completar, um deputado se complica com as palavras e diz que “está se lixando para a opinião pública”. Como bem notado por internautas comentaristas do Observatório da Imprensa, o nobre parlamentar mui provavelmente queria dizer “opinião publicada”, pois todo o contexto da frase tinha, em verdade, o objetivo de atacar a imprensa, minimizando a capacidade que ela teria de formar opinião hoje em dia. O congressista acrescentou que de qualquer modo ele continuaria se reelegendo, não importando o que os órgãos de comunicação publicassem; o que é absoluta verdade, admitamos.

Os jornais e a mídia como um todo se aproveitaram do deslize vocabular do excelentíssimo e fez um verdadeiro circo em cima do caso, sempre evocando “o deputado que se lixa para a opinião pública”. Mas vamos lá, amigos leitores: e a imprensa, preocupa-se com a opinião pública? Em realidade, eles também estão – aliás, são os que mais estão - se lixando! Basta ver como tratam o presidente mais popular da história de nossa República.

Atentemos a uma situação em particular. A Folha de São Paulo, como todos sabem, mantém o respeitado Datafolha. O próprio jornal, de quando em vez, encomenda-lhe pesquisas sobre a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva – trata-se de pesquisas de opinião, por óbvio. Os números do mandatário-mor da nação têm sido cada vez mais superlativos, como atesta não apenas o Datafolha, mas todos os institutos. Mas aí sobrevêm os recordes da popularidade presidencial, apurados por órgão ligado ao jornal, e o que faz a Folha? Simplesmente corre atrás de gente como Jacob Pinheiro Goldberg e Bolívar Lamounier para tentar entender o porquê de tamanha insanidade e alienação do povo brasileiro! Será isso o que eles chamam de apreço pela opinião pública?

Mas nesse caso envolvendo o deputado gaúcho, não fosse a falha de expressão dele, ter-se-ia mais um daqueles eventos que não chegam a ser raros nos últimos tempos: o deboche e o desprezo por parte de políticos, celebridades e intelectuais para com os meios de comunicação. A credibilidade e o prestígio dos órgãos midiáticos estão abaixo da terra, talvez na mesma camada em que se encontra o respeito pelos políticos. Não é a primeira vez que o dissemos e já tivemos oportunidade de apresentar outros exemplos. Qualquer um que quiser escapar de uma situação delicada, é só descascar para cima da mídia que acaba dando tudo certo. Lula já fez isso; artistas fazem isso; Mangabeira Unger o fez de maneira brilhante.

In casu, a imprensa agiu rápido. Percebeu em tempo o erro na fala do deputado e logo reagiu, apresentando-se como se estivesse em defesa da população - em defesa da opinião pública. Opinião pública que, em verdade, a imprensa é a primeira a vilipendiar.

Jackie McLean - Demon's Dance (1970)

Lançado em 1970, Demon’s Dance foi em realidade gravado em 1967. Neste ano, McLean já havia dividido uma sessão com o “trompetista” (com todas as aspas do mundo!) Ornette Coleman, que resultou no ótimo New and Old Gospel, álbum que contou com o baixo de Scott Holt e o piano de Lamont Johnson.

O pianista e o baixista foram mantidos em Demon’s Dance. A eles se juntaram o trompetista (agora sem quaisquer aspas!) Woody Shaw e o baterista Jack DeJohnette. O disco segue a trilha do hard bop, paradoxalmente soando algo menos radical do que, por exemplo, Destination Out, lançado em 1963. Tenho para mim que seria de se esperar arroubos mais vanguardistas do trabalho cometido no emblemático ano de 1967 e, ainda por cima, lançado já no limiar dos “loucos” anos 1970. Mas, dentro da normalidade possível, Demon’s Dance é outro dos grandes acertos de um dos maiores saxofonistas da História.


Ouça abaixo a faixa-título do álbum, composta pelo próprio McLean. Nas imagens, temos a reprodução da capa do disco, desenhada por Bob Vanosa, e foto do saxofonista pertencente à coleção de Francis Wolff, também produtor da bolacha.

Wilson Simonal - Simona (1970)

A soul music feita no Brasil no final dos anos 1960 e início dos 70 merecia um estudo mais aprofundado. Ela é digna de um reconhecimento internacional que cedo ou tarde virá. É lógico que os brasileiros que por ela enveredaram não poderiam entrar no time principal, ao lado de um Bobby Womack ou um Curtis Mayfield; mas poderiam fazer uma tabelinha com um grupo menos nobre, formado por um Syl Johnson e um Baby Huey, para citarmos apenas dois. E este Simona, de 1970, é digno de figurar na melhor tradição do soul brasileiro (sem trocadilho).

Alguns até chamam o que temos aqui de samba soul. Mas além do samba, a soul music made in Brazil também se mistura ao forró, a temas “abolerados” e à tradição da velha guarda brasileira. Tal diversidade ganha coesão no jeitão crooner de ser do velho Simonal.

Li em algum lugar que muitos o chamavam de Frank Sinatra brasileiro. Sei não... Eu acho que ele está mais para Jackie Wilson. E acreditem, esse é o maior elogio que eu poderia fazer!


Ouça abaixo a faixa de abertura de Simona, “Sem Essa”, composição de Fred Falcão e Arnoldo Medeiros. Nas imagens, o leitor verá as reproduções da capa e contracapa originais do respeitável álbum de 1970 (layout, arte e fotos de Sapia, Urano e Prosperi).

sábado, 9 de maio de 2009

Duas palavrinhas sobre a gripe suína

Questão nacional
Talvez o leitor tenha visto matéria sobre o fato de a Embaixada do México em Paris ter rechaçado o uso do termo gripe mexicana em lugar de gripe suína como referência à doença provocada pelo vírus H1N1. E mais, considerou o termo discriminatório.

Com a entrada em cena da retórica da globalização, muito se disse de um iminente enfraquecimento da ideia de nação. Parece que não é bem assim! Foi só mexer com os brios nacionalistas de um país, e a sua diplomacia rapidinho entrou em campo. A nação mexicana não quis saber de se identificar com algo que, em nível mundial, está longe de poder ser considerado bom.

Curiosamente, a preocupação inicial com a doença foi assoberbada justamente em virtude de alguns elementos que ajudam a caracterizar a tal globalização: fluxo intenso de pessoas de um país para o outro; grandes centros como pontos irradiadores seja lá do que for; rapidez na disseminação de, digamos, tendências. Tudo a ver, pois o México é país grande e importante, recebe e exporta muitos turistas, populoso etc. Ah, além de tudo isso, só para piorar, eles, como bem sabemos, estão longe demais de Deus mas muito perto dos Estados Unidos, o que quer dizer que a propagação tinha tudo para se agigantar a níveis inimagináveis.

E rapidinho, todas as "nações", em nível "global", correram a se cuidar da moléstia.

Mas nada de chamar de gripe mexicana, ok? Nem de Suína (pobres porquinhos!). É H1N1 e pronto.

Não é tão feio quanto parece
Depois de um terrorzinho básico, sobreveio a informação de que o vírus H1N1 não seria tão letal quanto se esperava.

Não é de surpreender. Pelo menos não para os brasileiros.

O blog do Azenha apresentou uma série que destacava alguns vaticínios de nossa imprensa: ebola dizimaria 90% da África, segundo uma grande revista; outra, menorzinha, chegou até a indicar a data de entrada da gripe aviária no Brasil! Mas estes foram, a exemplo da gripe suína, exageros mais, digamos, globais. Em nosso nível nacional, o que não dizer da febre amarela da Eliane Cantanhêde e companhia limitada?

Poder-se-ia usar todos os clichês de "sociedade do espetáculo" e coisa e tal. Como bem disse o jornalista José Arbex certa feita, a mídia trata espetáculo como fato e os fatos como espetáculo. E nada parece servir melhor a isso do que questões de saúde: o pânico se 'dissemina' mais rapidamente do que a doença; as informações se propagam, nem sempre numa medida 'saudável'; com crise na saúde, pode-se 'diagnosticar' competências, ou incompetências, políticas (a gosto do freguês)!

O preocupante nisso tudo é o risco de depararmos com a fábula do "menino que gritou lobo": perigas de, na hora em que realmente aparecer alguma doença de alto nível de letalidade, ninguém acreditar!

sábado, 2 de maio de 2009

Virada Cultural 2009

O tecladista Jon Lord deu início às atividades da Virada Cultural 2009 na histórica Av. São João. Acompanhado da Orquestra Sinfônica Municipal, o músico reproduziu o álbum Concerto for Group and Orchestra, composto por ele em 1969, no qual a sua banda, Deep Purple, tocou com a Royal Philarmonic Orchestra.

Muito atraso e um público apático, quando não desrespeitoso, não permitiram que o espetáculo fosse dos mais primorosos. Vale lembrar que aquele disco não costuma também figurar entre os trabalhos mais empolgantes do lendário grupo inglês. Este escriba, um pouco irritado com certo burburinho de uma galera que talvez não estivesse preparada para aquele tipo de espetáculo, preferiu sair um pouco antes do final, com sinceras lamentações por não ter optado por ficar em frente ao telão em vez de em frente ao palco (sorry, Walter Benjamin!), onde certamente dava para fruir melhor da apresentação.

De qualquer modo, foi uma bela iniciativa da Secretaria de Cultura de São Paulo ter trazido para essa edição da Virada um monstro do rock da grandeza de Jon Lord.

1º de maio: um dos dias do Trabalho

Sexta-feira foi o Dia do Trabalho. Em momentos de crise, a situação, por óbvio, é especialmente difícil para os trabalhadores, ainda mais numa era em que todo mundo já se acostumou com a precarização do mundo do trabalho e com uma quase "natural" (para desespero de Brecht) dizimação do emprego humano. Este blog não se furtou a tratar do tema em alguma medida. Abaixo, seguem os links de duas postagens recentes que trataram do assunto:

Demissão oportunista - ou pacto de elites
'Espectro' industrial de reserva

A associação da presente crise com a vivida em 1929 não tem sido rara. Por isso, tem-se lembrado muito da figura de Keynes no campo da teoria e de Franklin Delano Roosevelt, na política. No momento histórico deste grande presidente norte-americano, com sua famosa política do New Deal, houve o recobro da esperança que se perdera com a Grande Depressão. Mas, infelizmente - e como sempre -, não foram todos os trabalhadores que se sentiram realmente recuperados por aquelas medidas econômicas de iniciativa do Estado. Como talvez o leitor rapidamente deduza, os negros faziam parte do grupo que, a despeito de quaisquer iniciativas, ainda vivia em situação de abandono.

A este propósito, o grande guitarrista Big Bill Broonzy gravou para o selo Vocalion, de propriedade da Columbia, em 31.03.1938, a extraordinária "Unemployment Stomp", canção que, ademais, é significativa da absorção de elementos mais modernos pelo blues, com acompanhamento de banda, diferente das gravações do início dos anos 1930, nas quais Broozy aparecia solitário com sua guitarra. Ouça abaixo a bela gravação (verdadeira canção de protesto!) e observe também as raras fotos da coleção de Frank Driggs.

domingo, 26 de abril de 2009

Mídia ou rua?

Estar nas ruas é uma coisa; estar na mídia é outra. É o que se pode depreender da censura do ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa dirigida ao presidente daquela corte, Gilmar Mendes (o leitor deve ter acompanhado).

Não se tratava de uma mera constatação, mas de uma crítica – por que não dizer um ataque – dirigida ao ministro Gilmar Mendes. Por isso, não nos parece despropositado supor que Joaquim Barbosa quis também dar uma cutucada na mídia. Foi como se ele dissesse que sair às ruas é bom; por outro lado, estar na mídia...

Creio que a assim chamada grande mídia, aquela representada pelas grandes oligarquias do setor, sentiu o golpe, tanto que deixou transparecer alguma simpatia por Gilmar Mendes e não escondeu certa reprovação (quem são eles?) por Joaquim Barbosa.

Não é caso de se entrar no mérito da questão que se discutia naquela sessão – que isso fique para os juristas e para as partes envolvidas na pendenga. Mas é bom ver se realmente a pobre da mídia merecia mesmo ter sido chamada a protagonizar tão áspero diálogo na mais alta instância do Poder Judiciário brasileiro.

Apenas um fato já seria suficiente para dar razão a Barbosa na sua indireta crítica aos meios de comunicação. E ela vem justamente da falta de ressonância de uma ousadia do ministro contra o presidente do Supremo. Ele disse qualquer coisa a respeito de capangas do Mato Grosso. Por que a mídia não foi atrás de saber do que se tratava, perguntou um atônito Luciano Martins Costa no Observatório da Imprensa. Não se trata de prejulgar nem de levar a sério a insinuação de Joaquim Barbosa; mas seria aplicação do bom jornalismo correr atrás de fatos e desnudá-los para que o cidadão que acompanha o caso não ficasse, digamos, “boiando”. Reparemos que, em virtude disso, o sempre sarcástico Mino Carta sugeriu que a revista que edita deve figurar entre as leituras de Barbosa!

E a mídia e as ruas, como ficam? Ora, basta ver os resultados das eleições presidenciais de 2002 e 2006; se não for o bastante é só acompanhar o índice de popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva: de fato, o descompasso entre mídia e rua é algo colossal, não?

Mas é claro que não se quer que a mídia (os formadores de opinião) tenha sempre posições que sigam as ruas, afinal não nos esqueçamos do maciço apoio popular de que gozava o nazismo na Alemanha, por exemplo, ou, em nível doméstico, lembremo-nos de como tende a se posicionar a população em relação a questões de direitos humanos. A sugestão seria que, para a mídia, estar nas ruas é fazer jornalismo de verdade, relatar fatos, não editorializar matérias, pautar-se pelo máximo equilíbrio possível, tomar partido se for o caso, mas de forma clara e de maneira honesta com o leitor: em suma, é basicamente seguir os manuais de redação da maioria dos órgãos!

Mas, para finalizar, as ruas bem que poderiam fazer uma observação e emendá-la a uma pergunta: não há, em princípio, maiores problemas no fato de o presidente do STF aparecer muito na mídia, afinal ele é pessoa pública e suas opiniões bem podem ser de grande interesse; mas, pergunta-se, por que ele tem tanto espaço na mídia? O que o leva a aparecer mais do que os presidentes anteriores? Deve haver alguma resposta – e pode até não haver nada de mais nela. Mas “as ruas” mereceriam saber...

terça-feira, 21 de abril de 2009

22 de abril, Dia Mundial da Terra

Em homenagem ao Dia Mundial da Terra, comemorado no dia 22, este blog coloca à disposição alguns links de postagens que, de um modo ou outro, trataram da questão ambiental. Vai aí a lista:

Todas as horas do planeta
Marina, os "ambientalistas" e os "desenvolvimentistas"
A cidade de seis milhões de problemas
Atenção: este país tem um "alarde"!
Dias Mundiais sem Carro: a partir de 23 de setembro!

Como trilha sonora, acho que cai bem o ótimo Surf's Up, lançado em 1971 pelos Beach Boys. O grupo californiano já vinha amadurecendo seu trabalho desde o clássico Pet Sounds, de 1966. No disco de 1971, além de esmero nos arranjos, há letras mais elaboradas e, de certo modo surpreendemente, engajadas, sobretudo na seara ecológica. Leia trechos de duas de suas mais belas canções:

Don't Go Near the Water
(Alan Jardine - Mike Love)

Don't go near the water
Don't you think it's sad
What's happened to the water
Our water's going bad
Oceans, rivers, lakes and streams
Have all been touched by man
The poison floating out to sea
Now threatens life on land

Don't go near the water
Ain't it sad
What's happened to the water It's going bad

(...)

Toothpaste and soap will make our oceans a bubble bath
(Ah-um dirty water, ah-um dirty water)
So let's avoid an ecological aftermath
(Ah-um dirty water, ah-um dirty water)
Beginning with me
Beginning with you
(Ah-um dirty water, ah-um dirty water)

Don't go near the water
To do it any wrong
To be cool with the water
Is the message of this song

Let's all help the water
Right away
Do what we can and ought to
Let's start today


A Day in the Life of a Tree
(Brian Wilson - Jack Rieley)

Feel the wind burn through my skin
The pain, the air is killing me
For years my limbs stretched to the sky
A nest for birds to sit and sing
But now my branches suffer
And my leaves don't bear the glow
They did so long ago
One day I was full of life
My sap was rich and I was strong
From seed to tree I grew so tall
Through wind and rain I could not fall
But now my branches suffer and my leaves don't offer
Poetry to men of song
Trees like me weren't meant to live
If all this world can give
Pollution and slow death
Oh Lord I lay me down
No life's left to be found
There's nothing left for me
Trees like me weren't meant to live
If all this earth can give Is pollution

(...)

Ouça abaixo as duas canções na seqüência.